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Mostrando postagens de 2013

Despedida dos 31...

Sentimento estranho esse que se apossa do meu corpo e da minha mente sempre que essa data se aproxima... Não dá pra explicar... ele vem de mansinho, como quem não quer nada, e fode com tudo... Brinca com o meu humor, com a minha auto-estima, com o meu coração... Me põe a lembrar de tudo aquilo que eu me forcei a esquecer, tudo aquilo que eu não me canso de lembrar, traz de volta todas as pessoas que fizeram questão de sair da minha vida... aquelas que ainda fazem questão de participar... e aquelas que, deliberadamente ou indeliberadamente expulsei de perto de mim... E junto de tudo isso, sempre vem aquela dúvida...comemorar ou não comemorar? Ainda há o que comemorar? Me sinto tão velha por já ter saído dos vinte e tão nova por não ter chegado nos quarenta... Complicado viver assim... parece que vivo em uma crise de identidade constante...Tá tudo errado... quando eu tinha quinze, imaginava que aos trinta eu seria uma mulher madura, decidida e com a vida definida... mas...

Bem vindo à sala de parto!

E então ela descobriu porque ultimamente preferia a bateria do celular carregada do que a do mp4... no celular não haviam aquelas músicas que cismavam em conversar com ela... no celular só haviam aquelas séries que distraiam a cabeça e a levavam para um mundo diferente do que aquilo que habita a sua imaginação idiota fértil... E o pior é que quando uma história começa, ela não consegue parar até o final... e não ouse interromper esse momento... deixe que ela observe as pessoas em volta e as encaixe nessa maluquice... não ligue, não chame... enquanto o olhar está perdido e suas feições demonstram sentimentos como uma conversa ao telefone escondido no fundo da bolsa destruída... Cuidado ao vê-la com aqueles fones rosa na orelha, há uma mente criando atrás daquelas lentes... tem uma mente sonhando, procurando palavras na música que se encaixem naquele parágrafo... E não estranhem se de repente ela fala sozinha e abre os braços na rua... ela está só sentindo os sentimentos ru...

Palavras ao vento...

Olá, tudo bem? Como você está? Espero que esta carta a encontre bem e feliz. Faz tanto tempo que nos falamos, não nos encontramos não é? Tem tanta coisa que eu queria te contar... Tanta coisa que eu queria te alertar, para evitar que você cometa os mesmos erros que eu cometi... E eu preciso te pedir desculpas de tanta coisa nessa vida... E tanta coisa que eu queria te ensinar! Mas eu acredito que já é tarde demais pra tudo isso... Queria te dizer para aprender desde cedo a não ter medo da vida, e encarar tudo de braços e peito abertos, e esquecer de se proteger tanto das tristezas, elas não matam. Não esconda seus sentimentos, chore, ria, grite quando tiver vontade, esqueça essa mania idiota de só chorar sozinha e no escuro, isso só vai te dar dor de cabeça, e vai te fazer engolir muitos sapos pelo caminho e passar aos outros uma impressão falsa de você mesma. E você nunca vai conseguir mudar isso... Não se esqueça de ouvir o seu sexto sentido, ele e...